Genocídio em Ruanda mexeu com futura embaixadora dos EUA na ONU

Washington, 1 dez (EFE).- Após o genocídio de Ruanda, Susan Rice, escolhida pelo presidente eleito de EUA, Barack Obama, como embaixadora na ONU, conhece o preço dos erros em política externa.

EFE |

"Vi centenas, se não milhares, de cadáveres em decomposição dentro e fora de uma igreja", durante uma viagem a Ruanda, em 1994 quando trabalhava no Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, disse em entrevista, em 2000, à "Stanford Magazine".

O Governo de Clinton, como o resto do mundo, manteve-se impassível enquanto hutus extremistas mataram centenas de milhares de tutsis e hutus moderados em Ruanda.

Rice, de 44 anos, principal assessora de assuntos internacionais de Obama, disse, em outra entrevista, à "Atlantic Monthly", que "jurei a mim mesma que se alguma vez enfrentasse uma crise como essa de novo, me poria do lado de tomar medidas drásticas, com o uso de toda a força se fora necessário".

Este especialista na África, casada com um produtor da cadeia ABC e com dois filhos, pôs suas fichas com o senador por Illinois, desde o início, quando a favorita para ganhar as primárias ainda era Hillary Clinton, com quem ela tinha vínculos muito fortes.

Da mesma forma que Obama, ela criticou a Administração de George W. Bush por sua torcida pelo unilateralismo.

Rice reiterou hoje em entrevista coletiva que os Estados Unidos não podem conseguir seus objetivos em política externa por si só.

"Para fortalecer nossa segurança comum, temos que investir em nossa humanidade comum", assinalou.

Se for confirmada pelo Senado, Rice será uma embaixadora perante a Organização das Nações Unidas (ONU) muito mais poderosa que qualquer dos representantes de Bush, pois Obama a tornará membro de seu gabinete, como ocorria na administração de Bill Clinton.

Assim, ela se sentará assim ao lado de Hillary Clinton, a futura secretária de Estado, quem será sua chefe nominal.

A medida reflete a nova ênfase de Obama em trabalhar no marco da ONU, que o líder eleito qualificou hoje como "um fórum indispensável e imperfeito". EFE cma/jp

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