Um ex-alto dirigente ruandês foi condenado nesta segunda-feira a 30 anos de prisão pelo Tribunal Internacional para Ruanda (TPIR) depois de ter sido considerado culpado de genocídio.

Callixte Kalimanzira, um agrônomo de Butare (sul de Ruanda) era diretor de gabinete no ministério do Interior durante o genocídio de 1994.

Considerado culpado de genocídio de de incitação direta a pública ao genocídio, Kalimanzira foi condenado por massacre de tutsis no município de Butare, principalmente na colina de Kabuye.

"O tribunal condena Callixte Kalimanzira a 30 anos de prisão", declarou o juiz Dennis Byron depois da leitura do resumo do julgamento.

Segundo o texto, Kalimanzira não matou pessoalmente, mas incentivou os tutsis a se reunirem na colina de Kabuye "quando sabia que milhares deles seriam mortos".

"Em 23 de abril de 1994, Kalimanzira veio a Kabuye com soldados e policiais. Os refugiados tutsis tinham até então repelido os ataques com paus e pedras, mas não podiam resistir às balas", relatou o juiz Byron.

O massacre de Kabuye, que durou vários dias, foi "uma enorme tragédia humana", prosseguiu o juiz, ressaltando que Kalimanzira "tinha a intenção de destruir total ou parcialmente o grupo étnico tutsi como tal".

Criado por uma resolução do Conselho de Segurança da OPNU em novembro de 1994, o TPIR tem como missão procurar e julgar os principais responsáveis pelo gennocídio em Ruanda que deixou, segundo a ONU, cerca de 800.000 mortos entre a minoria tutsi e os hutus moderados.

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