Genes tornam mosquitos transmissores da malária resistentes a insecticidas

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou dois genes responsáveis pela resistência do mosquito transmissor da malária aos inseticidas mais utilizados na África, indica um estudo publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

AFP |

Os mosquitos são capazes de evoluir para sobreviver ao mecanismo químico dos inseticidas. O crescente número de insetos resistentes é um problema grave, explicam os pesquisadores, cujas conclusões serão publicadas na edição online da revista Genome Reserach.

A malária atinge mais de 200 milhões de pessoas anualmente nos países em desenvolvimento. Mais de 1 milhão sucumbem à doença todos os anos, principalmente crianças.

A equipe de pesquisadores, coordenada por Charles Wondji, do departamento de doenças tropicais da faculdade de Medicina de Liverpool, na Inglaterra, estudou os mosquitos Anopheles funestus, um dos principais vetores da malária na África, identificando uma família de genes conhecida como P450.

Desta forma, os cientistas identificaram dois genes especificamente ligados à resistência ao inseticida pyrethroide, o mais utilizado para combater o mosquito transmissor da malária.

Hilary Ranson, também da faculdade de Liverpool e uma das autoras do trabalho, indica que esses genes também foram recentemente associados à resistência de outro mosquito vetor do parasita causador da doença na África.

"Isso nos dá esperança, porque os esforços da ciência para neutralizar esta resistência em uma espécie de mosquito provavelmente serão eficazes contra outras espécies", afirma.

js/ap

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