Genes da gripe circulam há mais de 10 anos na América do Norte

Washington, 22 mai (EFE).- Alguns genes do vírus da gripe suína, que já matou quase 100 pessoas ao redor do mundo, circulam na América do Norte há mais de uma década, segundo um relatório publicado hoje pela revista Science.

EFE |

Um grupo internacional de cientistas determinou a sequência do genoma de mais de 50 amostras do vírus isoladas nos Estados Unidos e no México.

Os resultados determinaram que seus genes circularam durante um longo período e também sugerem às autoridades de saúde para que mantenham uma vigilância estreita das populações suínas diante da possibilidade de que apareçam novas cepas, segundo o relatório.

Seis de oito segmentos da doença continham material genético de seres humanos, de porcos e de aves, e começaram a circular na América e na Ásia aproximadamente desde 1998, relatam os cientistas.

Os outros dois segmentos têm sua origem em vírus suínos euroasiáticos.

A sequência genética dos segmentos não revelou a virulência descoberta em outros vírus da gripe, o que sugere que há outras que podem ser base de sua capacidade para se multiplicar e se propagar entre humanos, acrescenta o relatório.

"Este novo vírus traz uma combinação de segmentos genéticos desconhecida em vertentes da gripe suína ou humana nos Estados Unidos ou em outro lugar", afirmou Rebecca Garten, principal autora do relatório e pesquisadora da OMS que colabora com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) dos EUA.

O chamado vírus "clássico" da gripe suína foi identificado em porcos em 1930 e, no final da década de 1990, parecia ter se combinado com outros vírus humanos e de aves na Ásia e América do Norte, segundo os cientistas.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ojl/bba

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