General McChrystal diz que guerra pode ser vencida com mudança de estratégia

Washington, 31 ago (EFE).- O chefe das forças americanas no Afeganistão, general Stanley McChrystal, assegurou hoje que a guerra no país pode ser vencida, mas acrescentou que é necessário revisar a estratégia.

EFE |

"A situação no Afeganistão é séria, mas o êxito é possível e exige a aplicação de uma estratégia revisada, compromisso e resolução, assim como uma maior unidade no esforço", assinalou McChrystal em uma declaração divulgada pela rede de televisão "CNN".

O alto militar formulou o comentário após apresentar um relatório sobre a situação no Afeganistão ao general David Petraeus, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, almirante Mike Mullen, e ao general Egon Ramms, da Otan.

Fontes do Pentágono citadas pela "CNN" indicaram que o relatório também foi entregue ao secretário de Defesa, Robert Gates, e ao secretário-geral da Otan, geral Anders Fogh Rasmussen.

Acrescentaram que o relatório não será divulgado publicamente e que será apresentado ao presidente americano, Barack Obama, uma vez Mullen e Gates o revisem e façam seus comentários.

No início deste ano, Obama anunciou que intensificará a luta contra as forças talibãs e os grupos pertencentes que operam no Afeganistão e no vizinho Paquistão.

O relatório de McChrystal será entregue após informar-se que 48 soldados americanos morreram no Afeganistão em agosto, no meio de um agravamento da violência.

Os EUA mantêm um contingente de 62 mil soldados no Afeganistão, que contam com o apoio de outros 35 mil da Otan.

Segundo a "CNN", o Pentágono projeta enviar outros 6 mil soldados no final de ano.

Quando se lhe perguntou por que a situação piorou, apesar da decisão do presidente Obama de reforçar a campanha, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, manifestou que durante muito tempo foi sendo diminuída a importância dada ao Afeganistão.

"Não se podem poupar recursos à parte mais importante de nossa guerra contra o terrorismo e esperar que com um estalo dos dedos a situação melhorará em poucos meses", manifestou.

Acrescentou que ainda não conhece o relatório de McChrystal e explicou: "Veremos a avaliação do general quando chegue. O presidente está centrado em garantir que alcancemos objetivos mensuráveis e que desordenemos, desmantelemos e, em última instância, destruamos a Al Qaeda e a seus aliados extremistas", disse. EFE ojl/fk

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