General libanês ameaça retirar candidatura presidencial

O comandante militar do Líbano, general Michel Suleiman, ameaçou retirar sua candidatura à presidência do país e abandonar o comando das Forças Armadas se as facções políticas libaneses não chegarem logo a um acordo para que o nome dele seja votado pelo Parlamento como candidato de consenso. A ameaça de Suleiman foi feita em entrevista ao jornal As Safir , alinhado com a oposição, e publicada hoje.

Agência Estado |

A declaração foi amplamente vista no Líbano como um ultimato à situação pró-Ocidente e à oposição pró-síria para que encerrem o impasse.

A retirada da candidatura de Suleiman, assim como sua ameaça de abandonar o comando das Forças Armadas apenas três meses antes de sua aposentadoria, certamente agravaria a crise política iniciada há quase um ano e meio. Sob Suleiman, o Exército tem sido neutro na disputa entre as facções políticas rivais.

Os dois lados apóiam Suleiman, de 59 anos, como candidato de consenso para encerrar o perigoso vácuo de poder criado com a saída de Emile Lahoud em meio à mais grave crise política no Líbano desde o fim da guerra civil no país, em 1990. O Líbano não tem presidente desde novembro, quando terminou o mandato de Lahoud.

Apesar do acordo sobre o nome de Suleiman, as tentativas de votação do nome dele no Parlamento têm sido impedidas pela disputa entre os dois grupos rivais com relação à partilha de poder no futuro governo.

Na entrevista ao As Safir , Suleiman declarou-se cansado da persistente "polarização" entre as facções políticas e disse considerar que sua dignidade está sendo afetada pelo impasse.

Suleiman comentou ainda que não esperará pelo fim de seu mandato como comandante militar do Líbano para se aposentar. Ele disse ter decidido antecipar sua saída de 21 de novembro para 21 de agosto, aproveitando para tirar férias acumuladas.

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