General Jones será conselheiro de Segurança Nacional

WASHINGTON - James Logan Jones, escolhido pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, como seu conselheiro de Segurança Nacional, iniciou nas selvas do Vietnã uma carreira militar que o levou à chefia da Infantaria da Marinha e ao Comando Supremo da Otan.

EFE |



O general reformado Jones "é um oficial que toma decisões após cuidadosa consideração e reflexão", opinou o ex-secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) George Robertson.

"É um homem notável, com uma grande compreensão dos assuntos internacionais", acrescentou Robertson em declarações à cadeia "NPR" de rádio.

Como militar em serviço e reformado, Jones trabalhou para Governos democratas e republicanos e algumas de suas opiniões são muito próximas à visão que Obama tem sobre as prioridades para a política externa, a diplomacia e o uso da força por parte dos Estados Unidos.

"Que ninguém se equivoque", disse Jones recentemente em discurso. "A comunidade internacional não está ganhando no Afeganistão e, a menos que se compreenda esta realidade e se aja rapidamente, o futuro do Afeganistão é tenebroso, com um impacto regional e global".

Obama criticou durante seis anos a invasão do Iraque, afirmando que ele distraiu os Estados Unidos de seu objetivo principal: perseguição, captura e destruição da Al Qaeda, e a resolução do conflito no Afeganistão.

Jones, que neste mês completa 65 anos, e que fala francês com fluência, ocupará na Casa Branca o escritório onde atualmente trabalha Steve Hadley e que antes foi ocupado por Condoleezza Rice.

No uniforme de general de quatro estrelas, com o qual concluiu seus 40 anos de serviço militar no Corpo de Infantaria da Marinha, Jones mostrava uma Estrela de Bronze com a letra "V", ganhada por atos heróicos em combate, e uma Estrela de prata, a terceira condecoração mais alta nas Forças Armadas americanas.

Sua carreira começou com sua graduação na Escola de Instrução Básica na cidade de Quantico, na Virgínia, em 1967, de onde partiu para o Vietnã e foi comandante de pelotão e companhia.

Após outras funções, entre elas a de ligação da Infantaria da Marinha com o Senado dos EUA, em 1984 - quando trabalhou com o ex-candidato presidencial republicano John McCain -, no início da década de 1990 foi chefe do Estado-Maior para as forças conjuntas européias na Bósnia-Herzegóvina e na Macedônia.

Em junho de 1999, Jones foi promovido a geral de quatro estrelas e, um mês depois, assumiu a chefia do Corpo de Infantaria da Marinha, cargo que ocupou até janeiro de 2003.

Entre outras inovações durante sua gestão à frente dessa força, Jones supervisionou o desenvolvimento dos novos uniformes dos soldados da Marinha, que substituiu com um desenho de pixels em verde, cinzas e marrom a tradicional camuflagem de selva.

Além disso, o Corpo adotou um programa de artes marciais, com ênfase nas destrezas individuais em operações de unidades pequenas, que substituiu o sistema de combate em linha de batalha.

Em janeiro de 2003, Jones assumiu o Comando Europeu dos EUA, com o que se tornou o primeiro oficial da Infantaria da Marinha a chegar à chefia aliada suprema. Jones ocupou esse comando até dezembro de 2006 e se reformou em 1º de fevereiro de 2007.

Desde então, Jones dedicou-se a negócios privados e, por duas vezes, a atual secretária de Estado, Rice, lhe pediu que aceitasse a designação como subsecretário de Estado, depois da renúncia de Robert Zoellick, que passou a presidir o Banco Mundial.

Ele não aceitou as ofertas, mas, em maio, concordou em presidir uma comissão criada pelo Congresso para estudar as capacidades das forças militares e policiais do Iraque.

A comissão apresentou seu relatório em setembro e chamou a atenção sobre as deficiências nas forças de segurança do Governo iraquiano.

Há um ano, Rice designou Jones como enviado especial dos EUA para Segurança no Oriente Médio, trabalho no qual o general reformado trabalha com israelenses e palestinos para melhorar a segurança de ambas as partes.

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