General iraniano nega que militares intervenham na política do país

Teerã, 16 set (EFE).- O subchefe de Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, general Massoud Jazayeri, negou que os militares iranianos intervenham nos assuntos políticos do país, como denunciaram alguns deputados.

EFE |

Em declarações publicadas hoje no jornal local "Arman", o militar desafiou "a fração da minoria no Parlamento a apresentar provas do envolvimento militar em política nacional".

Dias atrás, a fração dos simpatizantes da linha do aiatolá Ruhollah Khomeini no Parlamento divulgou um comunicado no qual assegurou que o país está em crise política e no qual denunciou o papel do estamento militar nos últimos meses.

O documento contestava declarações prévias do comandante da Guarda Revolucionária, general Ali Jaafari, na qual acusava os líderes reformistas de promover um golpe de estado violento e pedia seu processamento.

Jazayeri lembrou hoje que, de acordo com a Constituição, a Guarda Revolucionária está encarregada de proteger a Revolução Islâmica e negou que isso signifique que intervenha nos assuntos políticos do país.

Centenas de milhares de pessoas protestaram no Irã após a notícia da reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição qualificou de fraudulenta.

Na repressão policial, pelo menos 30 pessoas morreram - segundo números oficiais - e cerca de 4 mil foram detidas em todo o país.

A oposição, no entanto, eleva para 72 o número de vítimas fatais.

O regime acusou os reformistas de incitar a revolta e participar de uma suposta conspiração estrangeira para derrubar o regime. EFE msh/an

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