General francês acusa o exército argelino de matança dos monges em 1996

Um general francês afirmou que a matança de sete monges franceses sequestrados pelo Grupo Islâmico Armado (GIA), ocorrida na localidade argelina de Tibéhirine, em 1996, foi um erro do exército argelino, segundo informou nesta segunda-feira uma fonte ligada ao caso.

AFP |

O general François Buchwalter, atualmente reformado e que na época era adido militar da embaixada da França em Argel, soube dos fatos pelas confidências de um ex-militar argelino, cujo irmão participou no ataque, afirmou a fonte, confirmando uma informação da imprensa francesa.

"Os helicópteros do exército argelino sobrevoaram o acampamento de um grupo armado e dispararam, dando-se conta depois que não apenas haviam alcançado os membros do grupo armado, como também os monges", explicou a fonte.

Os sete religiosos franceses foram sequestrados no final de março de 1996 em seu mosteiro isolado de Notre Dame de Atlas, ao sul de Argel, em uma região controlada pelas guerrilhas islamitas.

O Grupo Islâmico Armado reinvidicou em 26 de abril de 1996 o sequestro dos monges e propôs trocá-los por militantes detidos.

Em 23 de maio, o GIA anunciou ter decapitado seus prisioneiros - assinados em 21 de maio-, acusando o governo francês de ter traído as negociações.

Em 10 de fevereiro de 2004, a promotoria de Paris iniciou um processo depois de uma queixa apresentada pela família de um dos monges e pela ordem a que pertenciam os religiosos.

mra/cn

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