Quito, 9 jun (EFE).- O general reformado do Exército equatoriano Luis Aguas Narváez negou hoje qualquer relação com um suposto plano do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para assassinar os governantes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, denunciado por um membro da direção das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O único geral de sobrenome 'Aguas' neste país sou eu. Sou equatoriano, Luis Aguas Narváez, ex-comandante do Exército", disse o militar, que liderou a Força Terrestre do Exército equatoriano durante o Governo do presidente Lúcio Gutiérrez (2003-2005).

Narváez rejeitou "profunda, categórica e energicamente" as acusações, realizadas pelo guerrilheiro Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", membro do Secretariado das Farc, que assinalou que Uribe planeja assassinar Chávez e Correa com o apoio da Casa Branca.

A informação, que não foi comentada até agora pelas autoridades equatorianas, apareceu em comunicado emitido por Ivan Márquez, divulgado hoje pela "Agência Bolivariana de Imprensa".

A nota assinala que, com o objetivo de matar Chávez, Uribe "infiltrou" na Venezuela mais de 100 paramilitares por meio do serviço de Inteligência do Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS).

Além disso, afirma que o organismo de Inteligência colombiano está preparando comandos que enviará ao Equador para assassinar Correa, "em coordenação com um general reformado equatoriano, de sobrenome Águas".

O texto enviado por Márquez afirma ainda que são falsos os computadores apreendidos no acampamento do "número dois" da guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes", e acusa o Governo colombiano de utilizar essa história para "ameaçar" os países vizinhos.

Em 15 de maio, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) certificou que o conteúdo dos três computadores pessoais achados pelo Exército colombiano no acampamento de Raúl Reyes, bombardeado em 1º de março, no Equador, não foi alterado. EFE cho/gs

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