General dos EUA adverte a Rússia sobre bombardeiros nucleares em Cuba

WASHINGTON - A Rússia cruzaria a linha vermelha para os Estados Unidos se estacionasse em Cuba bombardeiros estratégicos capazes de transportar armas nucleares, indicou nesta terça-feira o general americano Norton Schwartz.

AFP |

Segundo a agência de notícias Interfax, próxima ao Kremlin, que citou fontes militares e diplomáticas, a Rússia poderia, como medida de represália ao escudo antimísseis americano na Europa, usar Cuba para reabastecer seus bombardeiros estratégicos durante suas patrulhas. Além disso, informou que os especialistas russos já fizeram uma missão de reconhecimento no território.

"Se fizeram isso mesmo, devemos ser firmes e destacar que, para os Estados Unidos, isso seria algo que ultrapassa os limites, a linha vermelha", disse o general Norton Schwartz, nomeado o novo chefe do Estado-maior da Força Aérea.

"Com certeza oferecerei o melhor conselho militar, que é que pediremos aos russos que não considerem esta possibilidade", avisou Schwartz.

A Casa Branca se recusou a comentar estas informações, ao constatar que não houve declaração oficial russa sobre o assunto.

Mas, segundo a porta-voz Dana Perino, o presidente George W. Bush repetiu num encontro com seu colega russo, Dmitri Medvedev, no início de julho, no Japão, que o sistema de defesa antimísseis americano "não deve ser considerado uma ameaça para a Rússia, quando na realidade queremos cooperar com os russos para conceber um sistema em que a Rússia, a Europa e os EUA possam trabalhar como sócios".

O projeto americano de ampliar para a Europa seu escudo e instalar mísseis antimísseis na Polônia assim como um radar na República Tcheca é um dos principais fatores de tensão dos últimos meses entre Washington e Moscou. A Rússia vê nisso uma ameaça direta e declarou reiteradas vezes que adotaria respostas militares.

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