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General diz que missão da ONU em Darfur está com as mãos atadas

Nações Unidas, 12 ago (EFE).- O general nigeriano Martin Luther Agwai, chefe militar da missão de paz que a ONU e a União Africana (UA) mantêm em Darfur (Unamid), afirmou hoje que, devido à falta de recursos, pode-se dizer que os militares enviados à região sudanesa estão com as mãos atadas.

EFE |

Agwai disse que, até o meio do ano que vem, dificilmente terá à sua disposição os 20 mil soldados e seis mil policiais prometidos pelo Conselho de Segurança da ONU quando autorizou a criação da Unamid, em julho de 2007.

Ao mesmo tempo, reiterou que os poucos mais de dez mil soldados de que dispõe atualmente sofrem com a falta de 18 helicópteros de transporte e de outros seis de ataque, necessários para o patrulhamento de Darfur, que tem quase o tamanho da França.

"Infelizmente, nos mandaram para cá com as mãos atadas. Mas tentaremos dar patadas, já que não podemos golpear com as mãos", disse em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas.

O militar nigeriano classificou como "muito bom" o estudo apresentado em 31 de julho por uma coalizão de ONGs, o qual pede que Espanha, Itália e outros países cedam urgentemente os helicópteros de que a Unamid precisa.

"Se houvessem helicópteros, as coisas seriam diferentes, e ambas as partes não criariam mais muito caso", disse Agwai.

O general também declarou que a falta de recursos e a violência que ainda persiste na região impediram a Unamid de conseguir um mandato para proteger a população civil de Darfur. EFE jju/sc

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