General colombiano defende soldados em caso de violação de direitos humanos

Bogotá, 29 out (EFE).- O general colombiano José Joaquín Cortés, um dos 25 oficiais e suboficiais que foram desligados hoje pelo Governo, defendeu seus subalternos da divisão do Exército vinculada a um caso de violação dos direitos humanos.

EFE |

Cortés disse que mantém sua confiança nos responsáveis e dependentes das unidades inferiores também envolvidos nesse caso.

"Sigo acreditando fielmente na inocência dos meus homens", expressou o oficial em declarações à "Caracol Radio", que o entrevistou depois que o comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León, anunciasse a saída dos militares.

Cortés, que era comandante da 2ª Divisão do Exército, afirmou, da cidade de Bucaramanga que, no caso de um combate que deixou 11 mortos, "a demonstração do caso tático é transparente".

"Acredito na inocência deles (os oficiais subalternos)", disse o general, que destacou que algo "ilegal foi montado".

"Foi montado algo ilegal. Estão nos enganando e me enganaram durante todo o ano, a verdade é que temos que responder", afirmou.

"Desde que estávamos na escola militar nos ensinaram que os comandantes são os responsáveis do que façam ou deixem de fazer nossos subalternos", admitiu Cortés, que disse "a vida militar é perigosa e, às vezes, mal-agradecida".

O desligamento de oficiais foi fruto de uma investigação interna que foi aberta depois de "graves denúncias de supostos desaparecimentos" de jovens de uma localidade vizinha a Bogotá e cujos restos apareceram recentemente em valas comuns, sepultados como "mortos em combate". EFE jgh/rr

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