General chileno assume comando interino de missão da ONU no Haiti

Santiago do Chile, 13 jan (EFE).- O general chileno Ricardo Toro, cuja esposa está desaparecida no Haiti desde o terremoto desta terça-feira, assumiu hoje interinamente o comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas no país caribenho (Minustah), informou a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

EFE |

A chefe de Estado confirmou, assim, o anúncio feito anteriormente pelo ministro da Defesa, Francisco Vidal, de que Toro será o responsável por toda a missão, tanto militar como civil.

A mudança temporária de comando se deve ao fato do general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, comandante da Minustah, estar em Nova York, na sede das Nações Unidas, e ainda não ter conseguido retornar ao Haiti por causa de problemas no setor de comunicações no país.

Já o chefe civil da missão, o tunisiano Hedi Annabi, foi um dos mortos por causa do terremoto, segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner.

O general Ricardo Toro, segundo comandante das forças chilenas de paz na nação caribenha, terá que liderar os trabalhos de busca a milhares de desaparecidos, entre os quais está sua própria esposa, María Teresa Dowling.

Dowling era uma das 300 pessoas que estavam em um hotel de Porto Príncipe que foi completamente destruído pelo tremor. Além dela, outra cidadã chilena está desaparecida desde que ocorreu o abalo sísmico - Andrea Loi, de 44 anos, funcionária da Minustah.

O terremoto, de 7 graus na escala Richter, teve seu epicentro a 1,5 km do centro da capital Porto Príncipe.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país participam da Minustah morreram em consequência do terremoto, e pelo menos outros cinco ficaram feridos.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no terremoto. EFE.

frf/id

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