General apoia plano de iniciar retirada do Afeganistão em 2011

Indicado para comandar soldados dos EUA e da Otan no país asiático, David Petraeus terá audiência de confirmação na terça-feira

iG São Paulo |

Reuters
Ao lado de seu vice, Joe Biden, Barack Obama anuncia a nomeação do general David Petraeus (dir.) para o lugar de Stanley McChrystal (23/06/2010)
O general David Petraeus disse nesta quinta-feira à rede de TV americana CNN que apoia o cronograma do presidente dos EUA, Barack Obama, de começar a retirar os soldados dos EUA do Afeganistão a partir de julho de 2011, questão que causa controvérsia entre o líder americano e muitos de seus críticos republicanos no Congresso. 

Petraeus - indicado por Obama para substituir o general Stanley McChrystal como principal comandante das forças dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão - expressou seu respeito e apreço pelo trabalho de McChrystal, afirmando que as circunstâncias que causaram a mudança de comando são "tristes".

As declarações de Petraeus à CNN foram seus primeiros comentários públicos desde que foi indicado para comandar o conflito afegão. "Apoio a política do presidente e também darei os melhores conselhos militares enquanto conduzirmos nossas análises", disse.

Petraeus comparecerá ao Senado americano na próxima terça-feira, dia 29 de junho, na primeira audiência para marcar sua confirmação como novo comandante no país asiático. O comparecimento será feito perante o Comitê de Serviços Armados do Senado.

Obama anunciou a nomeação de Petraeus na quarta-feira, após aceitar a renúncia de McChrystal, que deixou o cargo por polêmicas declarações que fez à revista "Rolling Stone" sobre Obama e seus colaboradores.

Republicanos e democratas respaldaram a decisão de nomear o general de quatro estrelas para o cargo. Petraeus era até agora o americano responsável pelo controle das operações militares no Iraque e Afeganistão, cargo que assumiu em outubro de 2009.

Missão afegã

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou nesta quinta-feira que os EUA estão "decididos" a completar sua missão no Afeganistão, apesar da renúncia de McChrystal.

Em coletiva no Pentágono ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, Gates disse que a decisão de Obama de aceitar a renúncia de McChrystal foi "correta".

Segundo Gates, depois das críticas a autoridades civis do governo Obama, McChrystal tornou sua posição "insustentável".

Sua substituição por Petraeus não trará "tipo algum de relaxamento em nosso compromisso" na guerra do Afeganistão, disse o secretário de Defesa. Segundo ele, os EUA estão "decididos" a seguir adiante com sua missão e vencer a guerra.

Por sua parte, Mullen prestou homenagem à figura de McChrystal, que, segundo ele, "serviu de maneira nobre e com distinção", mas também disse que ele deve pedir desculpas por seus comentários.

Como Gates, Mullen, que voltará nesta quinta-feira para a Ásia, insistiu em que o substituto no comando "não mudará em nada a estratégia, a missão ou os recursos no Afeganistão".

*Com EFE

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