Gene vinculado à obesidade inibe sensação de saciedade, diz estudo

Londres, 27 jul (EFE).- Cientistas britânicos descobriram que um gene comumente relacionado à obesidade atua inibindo a sensação de saciedade, indica um estudo publicado hoje no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

EFE |

Os pesquisadores, do University College e do King's College de Londres, examinaram 3.337 crianças britânicas de 8 a 11 anos de idade para comprovarem se os portadores da variante de alto risco do gene, conhecida como FTO, tinham o apetite alterado.

Até agora se sabia que o FTO estava associado à obesidade, um transtorno com componente genético, mas o que não se conhecia era se atuava influindo na quantidade de comida ingerida ou no número de calorias que eram queimadas.

Os resultados deste estudo, dirigido por Jane Wardle, do departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, indicam que "o gene atua modificando o apetite, de forma que as crianças do estudo que tinham duas cópias da variante de alto risco tinham menor probabilidade de inibição do apetite depois de comer".

Ao examinarem as crianças os cientistas levaram em conta informações passadas pelos pais sobre sua altura, peso e cintura, assim como seus hábitos alimentares.

O FTO, afirmam os investigadores, é o primeiro gene comum de obesidade que é encontrado em povoações do Cáucaso.

Estudos anteriores demonstraram que os adultos com duas cópias deste gene pesam, em média, 3 quilos a mais, enquanto as pessoas com apenas uma cópia pesam 1,5 quilo a mais que as que não o têm.

"O que demonstramos é que as crianças com a variedade de mais risco do gene têm respostas de saciedade mais fracas", o que significa que não se dão conta de quando estão cheios, declarou Wardle.

O efeito do gene é o mesmo independente de idade, sexo ou classe social.

"Não é que as pessoas que levam essa variante do gene automaticamente desenvolvam um sobrepeso, mas elas têm tendência a comer mais", o que lhes coloca em uma situação vulnerável em uma sociedade cheia de tentações, acrescenta a pesquisadora. EFE jm/ab/fal

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