Gene descoberto há 20 anos pode prevenir neuroblastoma, diz pesquisa

Londres, 28 abr (EFE).- Um gene descoberto há mais de 20 anos foi considerado fundamental na prevenção do neuroblastoma, um dos tipos de câncer infantil mais letais.

EFE |

Trata-se do gene da clusterina ou apolipoproteína J, uma proteína presente na maioria de tecidos e fluidos do ser humano que, segundo o especialista Arturo Sala, do Instituto de Saúde Infantil do University College of London, pode impedir a incidência deste câncer.

O neuroblastoma é um tumor sólido comum na infância - e particularmente letal entre os adolescentes -, que se origina nas células da crista neural no sistema nervoso periférico simpático.

Estes tumores cancerígenos podem aparecer entre a base do pescoço e a vértebra do cóccix, mas são encontrados com maior frequência perto da glândula suprarrenal e no tórax.

Eles representam entre 7% e 10% dos cânceres em pacientes pediátricos, e 50% de todas as neoplasias malignas detectadas nos menores.

Aproximadamente 90% dos casos são registrados em crianças com menos de 5 anos, e essa é a principal causa de mortes por câncer em bebês.

A pesquisa de Sala, publicada no "Journal of the National Cancer Institute", explica que a descoberta leva esperança aos que sofrem da doença, contra a qual pouco podem fazer tratamentos agressivos bem-sucedidos, como o de luta contra a leucemia.

"O neuroblastoma é muito mais raro e muito menos conhecido que a leucemia, apesar do alto número de mortes, e a pesquisa conta com muito pouco financiamento. Por esta razão, os esforços neste campo são tão importantes", ressaltou Sala.

O especialista explicou que, nos testes em laboratório, os pesquisadores introduziram clusterina em células de um neuroblastoma, e constataram que as células deixavam de ser malignas e que não tinham a capacidade de gerar tumores.

"Isto sugere fortemente que a clusterina pode suprimir de maneira eficaz o crescimento do tumor", ressaltou Sala, que expressou a esperança de que os testes clínicos em pessoas comecem dentro de aproximadamente três anos.

Sala acrescentou que a descoberta também pode ser importante na hora de enfrentar outros cânceres, como o de próstata, nos quais a clusterina também ter um papel essencial. EFE fpb/db

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