Geithner evita dizer se precisará de mais dinheiro para bancos

WASHINGTON (Reuters) - O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou neste domingo que resta ao governo cerca de 135 bilhões de dólares para o resgate a bancos e se recusou a dizer se pediria mais ao Congresso para este ano. Nós temos cerca de 135 bilhões de dólares restantes, disse o secretário à rede de TV ABC.

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Segundo Geithner, os cálculos levam em consideração "um julgamento muito conservador sobre quanto dinheiro deve retornar de bancos que estão fortes o suficiente para atravessar a recessão sem precisar desse capital."

No último outono (primavera brasileira), o Congresso dos Estados Unidos aprovou um resgate de 700 bilhões de dólares para os bancos que sofriam com a crise do mercado imobiliário. Legisladores e a população norte-americana dão sinais de cada vez maior insatisfação com esse socorro.

Geithner não quis especificar se esperava ou não pedir mais recursos ao Congresso neste ano, mas não descartou a medida. "A coisa mais importante é que vamos trabalhar com o Congresso para assegurar os recursos necessários para fazer isso bem feito," afirmou o secretário.

"Temos recursos substanciais, e vamos usá-los da maneira mais rápida e cuidadosa que pudermos, e iremos cruzar a ponte, quando será o caso de avaliar se vamos precisar de mais recursos," acrescentou.

Ele reconheceu que os bancos provavelmente vão precisar de uma "grande quantidade de assistência" antes do fim da crise de crédito. Disse que seria "um erro" pensar que eles podem encontrar sozinhos as saídas da atual crise.

"Para atravessarmos isso, governos precisam agir. Os governos têm uma uma grande responsabilidade em agir para resolver essas coisas," declarou Geithner. "O mercado não vai resolver isso, e o grande risco para nós é fazer muito pouco, e não demais."

(Reportagem de Glenn Somerville)

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