Washington, 5 abr (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou hoje que o Governo americano pode vir a exigir que as empresas as quais solicitem ajuda federal no futuro substituam executivos que não prestem contas.

Geithner defendeu as ações do Governo federal para resgatar as instituições financeiras e, concretamente, a exigência da Casa Branca para que o principal executivo da General Motors, Rick Wagoner, deixasse a empresa.

"Quando o Governo atuou, seja no caso das instituições hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, seja no caso da seguradora AIG, quando medidas excepcionais foram tomadas para estabilizá-las, substituímos a gerência e a junta diretora", disse Geithner em entrevista à rede de televisão "CBS".

Segundo o secretário, medidas desse tipo respondem à necessidade de assegurar que o dinheiro dos contribuintes vai fortalecer as empresas e para "garantir que há prestação de contas".

"E isso será feito no futuro caso necessário", prometeu o secretário do Tesouro.

Geithner deu tais declarações num momento em que o resgate da AIG, que recebeu mais de US$ 170 bilhões dos cofres dos EUA, continua gerando críticas da opinião pública pelas milionárias bonificações que a empresa deu a seus executivos.

O secretário considerou que, apesar dos problemas atuais, a General Motors "será parte do futuro" dos EUA e que o presidente americano, Barack Obama, deseja "que surja uma indústria automotiva forte desta recessão". EFE mp/bba

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