A polícia britânica admitiu nesta sexta-feira que vai enfrentar um desafio sem precedentes, o de garantir a segurança da cúpula do G20, no dia 2 de abril em Londres, com a mobilização de mais de 2.500 homens para vigiar as numerosas manifestações esperadas.

"É um desafio", admitiu o comandante Bob Broadhurst, encarregado da operação policial. "Não acontece sempre uma reunião de mais de 20 líderes mundiais".

Entre os chefes de Estado e de governo, estará sendo aguardado em Londres o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a partir de 31 de março, e a polícia teme que milhares de manifestantes ocupem as ruas de Londres, na ocasião.

O custo total da operação de segurança está sendo estimado em 10 milhões de libras (10,6 milhões de euros).

O comandante Broadhurst explicou que também se prepara para antecipar "inovações" às quais poderiam recorrer os manifestantes para contornar as tradicionais medidas de segurança

"Deveremos ser muito flexíveis", declarou. "Essas pessoas inovam muito, nós também devemos fazê-lo".

A cúpula acontecerá no Excel Centre, bairro de Docklands, no leste de Londres. Uma unidade da marinha vai garantir a proteção contra quaisquer tentativas de infiltração em embarcações, a partir do Tâmisa.

Segundo a polícia, a City, o bairro financeiro da capital, situado no centro, poderia ser particularmente visado. Militantes da luta contra o aquecimento climático preveem acampar no local durante 24 horas.

Uma grande manifestação contra a reunião está programada para o 28 de março no centro de Londres, entre Victoria Embankment e Hyde Park, por iniciativa do sindicato britânico Unite e várias dezenas de ONGs.

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