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Gaza vive crise humanitária grave , diz Cruz Vermelha

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, em inglês) qualificou a situação na Faixa de Gaza como uma crise humanitária plena do tipo mais grave. O chefe de operações da organização, Pierre Krähenbuhl, disse nesta terça-feira em Genebra que a vida das pessoas na Faixa de Gaza se tornou intolerável depois de dez dias de combates ininterruptos, e que é necessário fazer muito mais para proteger os civis.

BBC Brasil |

"As informações que tivemos é que na noite passada ocorreram os bombardeios e operações militares mais intensas. As pessoas passaram a noite em um único quarto, com muito medo, com medo de deixar seus filhos irem ao banheiro, apenas porque querem sobreviver", afirmou.

"Isto destaca o impacto desta operação entre os civis, na infra-estrutura civil em uma área densamente habitada como a Faixa de Gaza", disse.

Hospitais
Estima-se que até agora cerca de 560 palestinos tenham sido mortos nos dez dias de conflitos na região e outros 2.500 teriam sido feridos.

Para Pierre Krähenbuhl o número de civis chegando aos hospitais da Faixa de Gaza é uma indicação clara de que é preciso fazer mais para proteger os civis.

O chefe de operações da Cruz Vermelha pediu por "momentos de calma" durante a operação para permitir que ambulâncias e suprimentos entrem no território.

O representante da ICRC também afirmou que suas equipes médicas finalmente conseguiram entrar no território, uma equipe cirúrgica vai trabalhar em um hospital em Shifa para dar apoio aos médicos locais. Mas a equipe da Cruz Vermelha está sendo impedida de cumprir todos os seus deveres.

"Atualmente, o nível de insegurança dentro da Faixa de Gaza significa que, de fato, não conseguimos - e sentimos que nossos colegas da Cruz Vermelha Palestina também não conseguem - realizar totalmente as atividades que queremos", disse.

"Isto tem que melhorar nos próximos dias, senão a situação, que já é muito crítica, ficará caótica além do que imaginamos."
Segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, Krähenbuhl afirmou que teme também o possível uso de bombas de fragmentação na Faixa de Gaza. Israel usou este tipo de bomba há dois anos na operação no Líbano.

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