Gaza: OMS pede o fim das hostilidades e a suspensão do bloqueio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta terça-feira o fim imediato das hostilidades na Faixa de Gaza e o levantamento do bloqueio por Israel para permitir o abastecimento urgente de combustível e de remédios, assim como de equipamentos médicos.

AFP |

"Os hospitais, que já não têm como trabalhar, contam centenas de feridos, principalmente mulheres, crianças e idosos", destacou a organização em um comunicado publicado em seu site.

"A incapacidade dos hospitais de enfrentar um problema desta dimensão se traduzirá, se a situação perdurar, por um forte aumento de número de mortes evitáveis, por complicações ligadas aos ferimentos", advertiu a OMS.

"São os civis que pagam o preço mais alto pelo bloqueio prolongado. A prioridade deve ser remediar, de urgência, a situação de escassez de medicamentos essenciais que podem salvar vidas. A escalada atual da violência só está agravando a situação sanitária e fragiliza os civis vítimas deste conflito", lamentou a organização.

A OMS indicou ter enviado ao território palestino equipamentos médicos destinados principalmente a intervenções cirúrgicas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) fretou um avião que deve decolar na tarde desta terça-feira do aeroporto de Genebra com dez toneladas de material médico destinado ao Território palestino, indicou à AFP o porta-voz da organização humanitária Florian Westphal.

Segunda-feira, o CICR conseguiu colocar em Gaza cinco ambulâncias e três caminhões carregados de unidades de transfusão sangüínea e peças de reposição para os geradores elétricos de hospitais.

Os ataques aéreos de Israel contra o movimento islâmico Hamas, no poder em Gaza, deixaram pelos menos 360 mortos e 1.700 feridos palestinos desde sábado, segundo o chefe dos serviços de urgência em Gaza.

"O caos reina nos hospitais da Faixa de Gaza que estão recebendo um fluxo constante de feridos" desde o início dos ataques israelenses contra o território palestino, segundo o CICR.

"As equipes médicas estão tendo de enfrentar a chegada constante de feridos desde 27 de dezembro", destacou na segunda-feira a organização humanitária.

"Estamos completamente transtornados com o número de pessoas com ferimentos muito graves. Nunca vi coisa igual", declarou ao CICR o chefe da equipe cirúrgica do Hospital Shifa, em Gaza.

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