Gays assumidos não afetarão Forças Armadas, diz Pentágono

Conclusão foi apresentada em relatório realizado pelo secretário de Defesa americano, Robert Gates

EFE |

Um estudo elaborado pelo Pentágono conclui que a abolição da lei "Don't Ask, Don't Tell", que impede a participação no serviço militar de homossexuais que expressem abertamente sua condição sexual, não afetará as Forças Armadas.

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Mike Mullen, apresentaram nesta terça-feira um relatório realizado entre os militares americanos para analisar o impacto que teria a derrogação da lei após 17 anos em vigor.

Segundo eles, a derrogação poderia causar algum contratempo em um primeiro momento, mas não seria nenhum problema generalizado de longa duração.

O estudo concluiu que 70% dos militares consultados acham que o impacto seria "positivo, misto ou inexistente". No entanto, a oposição foi maior entre as tropas de combate (40%) e as forças especiais, em particular entre o corpo de Infantaria da Marinha, que serve em missões de combate, cuja oposição foi de 58%.

Gates assinalou que, para que a transição seja positiva, existem algumas "preocupações" que precisam ser tratadas, mas assegurou que o relatório revela que a derrogação "não provocaria as mudanças dramáticas que muitos predisseram".

Neste sentido, assinalou que se o Congresso aprovar antes do final de ano a anulação, deve conceder às Forças Armadas um tempo de adaptação para que os comandantes e as tropas se preparem para a transição.

A lei foi aprovada em 1993 durante a Presidência do democrata Bill Clinton.

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