Gay rejeitado pela família usa 3 vezes mais droga

Postura dos pais influencia ainda em depressão e tentativa de suicídio entre os adolescentes homossexuais

EFE |

Os adolescentes gays rechaçados por suas famílias têm oito vezes mais probabilidades de tentar suicídio e três vezes mais de se drogarem quando adultos em relação aos que querem recebem apoio, segundo um estudo realizado na Califórnia e apresentado nesta terça-feira, dia 11, em Madri.

Além disso, um terço dos pais reage negativamente quando recebe a notícia; 50% manifestam uma resposta ambivalente - mas realmente prefeririam que seu filho ou filha não fosse homossexual - e o resto assume bem desde o início, explicou à Agência Efe Caitlin Ryan, autora do trabalho.

Os resultados do estudo, que contou com US$ 4 milhões de financiamento para quatro anos, confirmam que o impacto da família é "muito dramático" na saúde física e psíquica das crianças e jovens LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais). Embora paradoxal, os pais que não aceitam a orientação sexual de seus filhos "fazem-no com a melhor intenção", ressaltou a professora da Universidade de San Francisco.

Para a execução do projeto de pesquisa, Ryan entrevistou famílias de jovens gays (incluídos avôs, tios) de um amplo espectro sociológico e religioso do Estado da Califórnia. Ao fim, detectou centenas de condutas diferentes e o impacto que ajudavam na saúde dos jovens homossexuais.

Entre as principais conclusões, a americana destacou que a rejeição familiar se traduz em uma probabilidade oito vezes maior de tentar suicídio, quase seis vezes mais possibilidades de sofrer depressão e três vezes mais de consumir drogas, de infectar-se por HIV e de contrair doenças sexualmente transmissíveis, em comparação com aqueles que foram apoiados por seu núcleo familiar.

O projeto que dirige Ryan na Universidade de San Francisco (Family Acceptence) também incorpora guias e protocolos às famílias e a pessoal sanitário para saber como atuar e como evitar danar aos jovens gays.

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