Gates se dispõe a iniciar reorientação militar do Iraque para o Afeganistão

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que conduz as forças militares americanas para uma saída do Iraque, parece agora disposto a reorientar as tropas para o Afeganistão, sob o comando do presidente eleito Barack Obama.

AFP |

A decisão de Obama de pedir a Gates, de 65 anos, que continue ocupando o cargo por pelo menos mais um ano foi revelada na noite de terça-feira, pondo fim a várias semanas de especulações durante esta primeira transição de governo em tempos de guerra dos últimos 40 anos.

Um porta-voz do Pentágono não confirmou a decisão, mas funcionários democratas disseram à imprensa americana que Gates seria nomeado assim que Obama revelar sua equipe encarregada da Segurança Nacional, na próxima semana.

Gates, que visita a base aérea de Dakota do Norte nesta segunda-feira, não precisará da confirmação do Senado para ficar. Já ouviu, também, os principais integrantes de sua equipe para ver quais deles poderão segui-lo, informaram as autoridades.

"Recebemos a notícia da permanência dele com alívio", disse uma autoridade militar, que preferiu não revelar o nome.

O processo de retirada das forças americanas no Iraque promete ser um dos maiores pontos de fricção, uma vez que Obama prometeu durante a campanha tirar em 16 meses todas as tropas.

No entanto, esta postura poderá ser revista depois do acordo entre Washington e Bagdá, atualmente debatido no parlamento iraquiano, que pede uma retirada de todas as tropas americanas antes do final de 2011 - uma agenda que os comandantes militares americanos consideram difícil de ser cumprida, mas factível.

As equipes de Gates e Obama parecem mais sintonizadas em relação ao Afeganistão.

Ambas defendem um incremento no volume das forças americanas, um programa para expandir as forças de segurança afegãs e um plano estratégico mais amplo que envolva o Paquistão, país que teria se convertido em refúgio para a Al-Qaeda e lugar estratégico de onde são preparados os ataques talibãs no Afeganistão.

Ambos também defendem o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, símbolo dos excessos cometidos durante a "guerra ao terrorismo" americano e onde permanecem ainda 250 detentos à espera de julgamento.

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