Washington, 3 diz (EFE).- Bill Gates, co-presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, pediu hoje ao Governo e ao Congresso dos Estados Unidos que renovem seu compromisso com as políticas de investimento em educação e desenvolvimento, apesar da crise financeira internacional.

Em discurso na Universidade George Washington, o fundador da Microsoft reconheceu que os EUA passam por um período "difícil" devido aos conflitos em Iraque e Afeganistão, à mudança climática, ao déficit recorde e à crise financeira global, que provoca cortes em todos os níveis da administração pública.

"Caso se olhe a evolução das bolsas, as atividades empresariais e o déficit orçamentário, o panorama é negro, mas se olharmos nossas capacidades e oportunidades, nossa paixão e visão, as perspectivas são brilhantes", assinalou Gates.

"Podemos seguir avançando rumo a um mundo no qual cada criança cresça com boa saúde, vá a boas escolas e tenha oportunidades, sempre que confiemos no futuro e sigamos investindo nele", ressaltou.

Neste contexto, Gates apoiou o enfoque do presidente eleito Barack Obama de aproveitar o pacote de estímulo econômico não somente para resolver a crise imediata, mas também para firmar as bases para um crescimento econômico sustentado e durável.

"Em uma crise, sempre existe o risco de que alguém se esqueça do futuro e sacrifique os investimentos a longo prazo para obter resultados a curto prazo", afirmou o co-presidente da fundação que criou junto a sua mulher, Melinda.

Gates pediu a Obama que cumpra seu compromisso de duplicar a ajuda ao exterior até 2012.

Segundo ele, a crise financeira pode obstaculizar os investimentos ao desenvolvimento, mas "não reduz a necessidade de ajuda às pessoas, mas a aumenta", disse.

"A desigualdade é a força mais daninha do mundo, não somente porque deixa pessoas na miséria, mas também porque desperdiça potencial humano e acaba com a oportunidade que a sociedade tem de resolver seus próprios problemas", concluiu. EFE cai/rr

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