O secretário americano da Defesa, Robert Gates, pediu a sua equipe elaborar planos para o fechamento do polêmico centro de detenção mantido pelos Estados Unidos em Guantánamo, anunciou seu porta-voz Geoff Morrell.

Guantánamo, situado na base naval que os Estados Unidos mantêm na ilha de Cuba, está destinado aos homens presos por supostas relações com a Al-Qaeda e os talibãs afegãos.

A prisão se conveteu no símbolo dos excessos da "guerra contra o terrorismo" do presidente George W. Bush, atraindo duras críticas da comunidade internacional.

Mais de 800 homens, adultos e adolescentes, passaram pelo campo de Guantánamo, cuja legitimidade é questionada desde que foi aberto, em janeiro de 2002.

Atualmente possui 250 detidos, a maior parte sem acusação formal.

Apenas 21 foram indiciados por crimes de guerra e 20 devem ainda comparecer ante os tribunais militares de exceção.

Mais de 60 presos esperam seu traslado para sus países de origem, seja para serem libertados ou para continuarem presos.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, havia prometido, em discurso em meados de novembro, a retirada das tropas do Iraque, o fim da Al-Qaeda no Afeganistão e o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em uma ruptura com a política externa de George W. Bush.

Mas não havia se aprofundado sobre como concretizará as medidas, em sua primeira grande entrevista depois de ter sido eleito, num programa de televisão.

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