Gates: Paquistão não deslocou soldados para fronteira indiana

O Paquistão não está dando qualquer sinal de que vá retirar suas tropas estacionadas na fronteira com o Afeganistão para reforçar a fronteira com a Índia, após os atentados terroristas de Mumbai, declarou o secretário americano da Defesa, Robert Gates, nesta terça-feira.

AFP |

"Diria apenas que não foi constatado nada até o momento", afirmou Gates, em entrevista coletiva no Pentágono.

Mais cedo, um militar americano de alta patente havia anunciado que Índia e Paquistão se abstiveram de realizar movimentos militares, apesar do aumento da tensão entre os dois países.

"Sob um ponto de vista militar, a temperatura é bem mais baixa nesse momento", avaliou o oficial, que pediu para não ser identificado.

Segundo a mesma fonte, o Paquistão moveu algumas unidades de sua defesa aérea e aviões na fronteira com a Índia, depois que Nova Délhi anunciou que os autores dos atentados de Mumbai procediam do Paquistão.

Mas os paquistaneses não deslocaram forças terrestres e "não fizeram nada relacionado com o nuclear", completou.

Já a "Índia deu sinais de grande cautela no plano militar. Na realidade, não houve mudanças", concluiu a fonte consultada pela AFP.

Gates já tinha felicitado hoje as autoridades indianas pela moderação que mostraram depois dos atentados de Mumbai, cujos autores intelectuais estariam no Paquistão.

A Índia pediu formalmente ao Paquistão a entrega de cerca de 20 suspeitos, depois dos atentados que deixaram 188 mortos.

Um desses suspeitos é Hafeez Sayeed, o chefe do movimento Lashkar-e-Taiba, baseado no Paquistão e ativo na Caxemira.

O ministro indiano das Relações Exteriores, Pranab Mukherjee, garantiu que seu país não pretende conduzir uma operação militar contra o Paquistão.

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