Gates nega que pedido de tropas seja causa de substituição no Afeganistão

Washington, 13 mai (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, assegurou hoje que a saída do general David McKiernan, que será substituído à frente do comando das tropas americanas no Afeganistão, não foi porque o militar pediu reforços para o conflito.

EFE |

Em comparecimento perante a Câmara de Representantes, Gates afirmou que "um comandante no terreno nunca se deveria sentir limitado na hora de pedir o que precisa".

McKiernan "se retirará com toda a honra e o respeito que merece", afirmou Gates, que assegurou que "não houve qualquer intenção de comunicar algo negativo nem de prejudicá-lo de maneira alguma".

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou a saída de McKiernan, a quem o presidente anterior, George W. Bush, havia nomeado à frente das tropas no Afeganistão no ano passado.

Nesse dia, Gates alegou que a decisão foi tomada porque o Governo percebeu que era necessário ver o conflito no Afeganistão, que se intensificou gradualmente nos últimos tempos, "com outros olhos".

O Departamento de Defesa escolheu o tenente-general Stanley McChrystal para substituir McKiernan, um militar considerado pelo Pentágono convencional demais em seus planos de guerra.

Desde que assumiu o comando, o general tinha pedido um aumento das tropas para o Afeganistão, que até então somavam cerca de 36 mil soldados.

Com os aumentos anunciados pela Casa Branca, até o final do ano os militares americanos no Afeganistão somarão cerca de 68 mil, disse Gates.

McKiernan tinha pedido dez mil soldados adicionais para o próximo ano, mas não se sabe o que ocorrerá com a solicitação quando terminar a substituição. EFE mv/db

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