Gates minimiza ameaças da Rússia e da China

Por David Morgan WASHINGTON (Reuters) - O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, minimizou na quarta-feira o risco de novos confrontos militares com dois ex-adversários da Guerra Fria --Rússia e China.

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Um dia depois de o presidente russo, Dmitry Medvedev, anunciar que a Rússia iria rearmar suas forças militares e ampliar seu arsenal nuclear, Gates afirmou que Moscou na verdade está se empenhando para reduzir a sua força militar convencional.

Também disse não ver, na recente abordagem agressiva de navios da Marinha chinesa a uma embarcação de pesquisas militares dos EUA no mar do Sul da China, um sinal de que Pequim deseje expulsar a frota norte-americana da região.

Na terça-feira, Medvedev declarou à cúpula militar russa que a ampliação da Otan, junto com as ameaças de crises locais e do terrorismo internacional, exigiriam a modernização das Forças Armadas, tornando-as mais preparadas para o combate.

Mas Gates disse que na verdade as forças convencionais russas tendem a sofrer uma redução de centenas de milhares de soldados.

"Conforme leio nas entrelinhas, a primeira mensagem que ele estava dando aos militares era: 'Não espere nenhum novo equipamento por dois anos'", disse Gates, que fez carreira como especialista em questões soviéticas e dirigiu a CIA no começo da década passada.

"Minha impressão do que ele estava falando era que os militares sejam mais expedicionários e não tão focados, como no passado, em enfrentar a Otan", disse ele. "Os militares não estão muito contentes com isso", acrescentou.

A respeito da China, o secretário manifestou otimismo com as discussões diplomáticas com Pequim depois do incidente de 8 de março envolvendo o navio USS Impeccable, ocorrido em águas internacionais, a cerca de 120 quilômetros de uma importante base naval chinesa.

A Marinha dos EUA disse que houve anteriormente vários outros contatos hostis de embarcações e aeronaves chinesas com barcos de vigilância dos EUA na região.

"Não acho que eles estejam tentando expulsar a Sétima Frota (que atua na região). E espero, com base nos intercâmbios diplomáticos que têm ocorrido desde os atos agressivos contra o Impeccable (...) que não haverá uma repetição disso."

(Reportagem adicional de Andrew Gray)

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