Gates favorece diplomacia no Irã em vez de ação militar

WASHINGTON (Reuters) - O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, disse que o caminho para convencer o Irã a abandonar seu programa nuclear está na diplomacia, e não numa ação militar. A disputa nuclear do Irã com o Ocidente se intensificou na semana passada, depois que Teerã revelou estar construindo uma segunda usina de enriquecimento de urânio.

Reuters |

"Embora não se retirem as opções da mesa, acho que ainda há espaço para a diplomacia", disse Gates em entrevista divulgada no domingo pela CNN.

O secretário afirmou que o uso da força militar só serviria para ganhar tempo, mas não convenceria os iranianos a abandonarem sua busca por armas nucleares - que Teerã diz não existir.

Ele afirmou que o sigilo em torno da nova usina subterrânea deixa Teerã numa posição enfraquecida. "Obviamente há oportunidade para várias sanções adicionais. Acho que temos tempo para fazer isso funcionar", afirmou.

"Há uma variedade de opções ainda disponíveis", disse Gates, acrescentando que há uma "lista bastante rica" de possíveis alvos para novas sanções ao país.

Na opinião dele, as sanções seriam mais eficazes agora que apareceram "profundas fissuras" na liderança iraniana, reveladas desde os protestos que se seguiram às denúncias de fraude na eleição presidente de junho. "Estamos vendo algumas divisões na liderança e na sociedade iranianas que não vimos em mais de 30 anos de revolução iraniana".

O Irã alega que seu programa nuclear se destina exclusivamente à geração de eletricidade para fins civis, e na quinta-feira discutirá a questão com seis potências mundiais em Genebra.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que o Irã terá de apresentar "evidências muito convincentes" nessa reunião. "Vamos submetê-los a um teste em 1o. de outubro", disse Hillary à CBS. "Eles podem abrir todo o seu sistema ao tipo de investigação abrangente que os fatos pedem."

Ambas as entrevistas foram gravadas antes do teste de mísseis, no domingo, com o qual Teerã quis demonstrar que está preparado para reagira a ameaças militares.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG