Gates expressa apoio à minuta de pacto de segurança com o Iraque

Washington, 16 out (EFE) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, expressou apoio à minuta do pacto de segurança que o país negocia com o Iraque sobre o futuro das tropas americanas em território iraquiano e iniciou consultas no Congresso para pedir seu respaldo.

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Gates "se sente confortável com o documento", afirmou hoje o secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, que não quis revelar detalhes da minuta e destacou que não é a versão final.

No entanto, ressaltou que o secretário de Defesa não teria iniciado conversas com membros do Congresso se não achasse que o documento fornecerá a proteção apropriada às tropas.

"Não acho que o secretário começaria a fazer ligações telefônicas em apoio ao documento se não estivesse convencido de que protegerá adequadamente nossas tropas no Iraque em todas as faces de suas operações ali, desde o combate até a proteção legal", disse Morrell.

Já a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ligou aos principais líderes iraquianos para analisar com eles as negociações e tentar promover o processo, explicou hoje o porta-voz, Sean McCormack.

Concretamente, Rice conversou sobre a minuta com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, e com o vice-presidente do país, Adel Abdel Mahdi.

"Os iraquianos estão avaliando o texto e nós estamos falando com eles", destacou McCormack, que voltou a insistir em que ainda não há "nada a anunciar" a respeito.

Os Governos de Bagdá e de Washington estão há meses negociando um acordo que regulará a presença das tropas americanas no Iraque depois que expirar, no final do ano, o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU.

Funcionários iraquianos afirmaram na quarta-feira em Bagdá que, em negociações bilaterais, concluíram uma minuta segundo a qual as tropas americanas deixariam o país em 2011 e teriam apenas imunidade limitada perante a lei iraquiana.

Os dois Governos insistiram em que o processo de negociação ainda não acabou e os Estados Unidos se recusaram a comentar a minuta que vazou à imprensa. EFE cae/db

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