Nova York, 23 jul (EFE).- Os multimilionários Bill Gates, fundador da Microsoft, e Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, doaram hoje US$ 375 milhões para o combate ao tabagismo, especialmente entre a população dos países em desenvolvimento.

Os dois filantropos anunciaram hoje em Nova York sua contribuição ao combate de um hábito que mata a cada ano mais de cinco milhões de pessoas - mais que aids, tuberculose e malária juntos.

Concretamente, Gates dará US$ 125 milhões e Bloomberg outros US$ 250 milhões para financiar projetos destinados a ajudar as pessoas a deixar de fumar, proibir os anúncios de tabaco, proteger os não fumantes da exposição ao cigarro e aumentar os impostos taxam o produto.

"As doenças causadas pelo tabaco se transformaram em um dos maiores desafios em matéria de saúde pública dos países em desenvolvimento", afirmou o fundador da Microsoft, ao anunciar a doação realizada através da Fundação Bill e Melinda Gates.

A quantia doada por Bloomberg se soma a outros US$ 125 milhões que o prefeito de Nova York, ex-fumante, já forneceu para essa mesma causa há dois anos.

As doações anunciadas hoje serão investidas durante os próximos quatro anos e serão destinados fundamentalmente a países em desenvolvimento, entre eles Índia e China, onde o tabagismo é crescente.

"Estou encantado com que Bill e Melinda Gates (através de sua fundação conjunta) apóiem um dos esforços mais importantes em matéria de saúde pública de nossos dias", afirmou Bloomberg, que acrescentou que as doações "ajudarão os Governos a enfrentar a epidemia do tabaco".

A Fundação Bill e Melinda Gates lembrou através de um comunicado que, quando Nova York se transformou em uma "cidade sem tabaco" em 2002, nenhum outro Estado ou país tinha normas similares.

Por outro lado, agora os 24 estados dos Estados Unidos (além de Washington DC) proíbem totalmente o tabaco em bares e restaurantes, enquanto Uruguai, Reino Unido, França, Nova Zelândia, Itália e Irlanda são países "livres de fumaça", segundo a fundação.

"Bill e eu queremos evidenciar o tamanho deste problema e estimular a mobilização mundial de Governos e sociedade civil para deter a epidemia do tabaco", assegurou Bloomberg em comunicado. EFE mgl/rb/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.