Gates diz que próximos meses serão decisivos para os EUA no Afeganistão

Washington, 9 jun (EFE).- O secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou hoje que os próximos meses serão cruciais nos esforços dos Estados Unidos para derrotar as forças extremistas e talibãs no Afeganistão.

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"É importante que, até o final do ano, possamos demonstrar ao povo dos EUA que estamos avançando", afirmou o chefe do Pentágono em comparecimento perante um comitê de dotações militares do Senado.

"Os americanos estarão dispostos a manter seu apoio a este esforço se acreditarem que não estamos em um ponto morto", disse.

Os EUA mantêm atualmente 56 mil soldados no Afeganistão, um aumento de 14 mil em relação ao final do ano passado.

Esse número aumentará para 68 mil a partir dos primeiros meses do próximo ano, segundo fontes do Pentágono.

De acordo com os analistas, o apoio dos americanos poderia perder força nos próximos meses se aumentarem as baixas como resultado de uma iminente ofensiva para eliminar bastiões insurgentes, especialmente no sul do país.

"É necessário que haja indícios de que a estratégia esteja funcionando, não de que tenha tido sucesso total", afirmou Gates, que compareceu na audiência acompanhado do almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Mullen coincidiu com Gates sobre a importância dos próximos meses para a campanha militar americana no Afeganistão. "Os próximos 12 a 18 meses serão cruciais", afirmou.

O secretário de Defesa também se referiu às perspectivas de estabelecer uma aliança com a Rússia para a criação de um sistema de defesa antimísseis.

Gates afirmou que as perspectivas melhoraram porque aumentou a preocupação em Moscou sobre a ameaça armamentista colocada pelo Irã.

EFE ojl/db

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