Gates diz que EUA precisam mostrar que estratégia no Afeganistão funciona

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou nesta quinta-feira que o país tem um tempo limitado para mostrar que a estratégia do país no Afeganistão está funcionando. Gates falou em Washington durante uma conferência de imprensa ao lado de autoridades militares dos EUA e defendeu a estratégia do governo americano, que transformou o Afeganistão em uma de suas prioridades.

BBC Brasil |

"Há um tempo limitado para mostrar que essa estratégia está funcionando, mas achamos que agora temos todos os recursos disponíveis e a estratégia correta para começar a virar a situação que, como muitos indicaram, está se deteriorando", disse o secretário.

O secretário defendeu ainda a permanência das tropas americanas no país e garantiu que "a guerra não está escorrendo pelas mãos do governo".

As declarações de Gates foram feitas em meio a críticas, por parte do Congresso e de alguns americanos, sobre a razão e o custo da campanha do país em território afegão.

Desde maio, o contingente militar americano no Afeganistão praticamente dobrou, e é composto por cerca de 100 mil soldados.

Mas a guerra vem perdendo apoio popular. Pesquisas recentes sugerem que apenas 49% dos americanos acreditam que o conflito valha a pena.

Iniciativa
O chefe do estado-maior do exército americano, Michael Mullen, afirmou que a situação no Afeganistão pode mudar já nos próximos 12 ou 18 meses.

Segundo ele, a missão americana no país tinha poucos recursos, mas que isso teria mudado nos últimos meses.

"Há um clima de emergência. O tempo não está do nosso lado. Eu entendo e acredito nisso, mas acredito que vamos retomar a iniciativa", disse.

Grã-Bretanha
Além dos Estados Unidos, o conflito no Afeganistão também foi discutido nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.

Eric Joyce, um assessor do secretário de Defesa britânico, Bob Ainsworth, renunciou ao cargo depois de criticar a estratégia britânica em território afegão.

Segundo Joyce, a Grã-Bretanha não tem mais como justificar o crescente número de mortos no país somente afirmando que o conflito ajudaria a prevenir o "terrorismo".

Segundo o correspondente da BBC para assuntos de defesa e segurança, Nick Childs, a renúncia é certamente uma vergonha para o governo britânico.

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