O secretário de Defesa de Estados Unidos, Robert Gates, anunciou nesta terça-feira que um grupo de trabalho vai avaliar a possível anulação de uma lei de 1993 que proíbe militares homossexuais de revelar sua orientação sexual.


Durante uma audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, Gates disse que a revisão levará em conta o impacto da anulação da lei teria, que também proíbe os militares de perguntar sobre a orientação de seus colegas.

Esta é a primeira audiência no Congresso sobre o tema desde que a lei entrou em vigor. Caso seja anulada, seria a primeira vez na história dos Estados Unidos em que os soldados abertamente homossexuais poderiam servir sem medo de serem expulsos.

Gates disse que o grupo de trabalho, que terá um ano para revisar a política atual e fazer as devidas recomendações, será liderado pelo principal advogado do Pentágono, Jeb C. Johnson, e pelo general Carter F. Ham, comandante do Exército dos EUA na Europa.

De acordo com o secretário, enquanto essa revisão começa, o Pentágono estudará as formas de aplicar a lei atual "de forma mais justa e humana", em alusão à possibilidade de que as autoridades militares não atuem contra soldados homossexuais cuja orientação sexual tenha sido revelada por terceiros. Segundo Gates, o Pentágono tem até 45 dias para fazer uma recomendação sobre o assunto.

Na mesma audiência, o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen , disse que a lei em vigor conseguiu apenas fazer com que "homens e mulheres mintam sobre quem são para poder defender seus cidadãos". "O correto seria permitir que os homossexuais possam servir", afirmou Mullen.

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