Gates admite negociação com talibãs para paz no Afeganistão

Budapeste, 9 out (EFE) - Um processo de reconciliação no Afeganistão poderia incluir o talibã, mas não os terroristas da Al Qaeda, e poderia seguir o modelo do Iraque, disse hoje o secretário de Defesa americano, Robert Gates.

EFE |

Gates, que participa de uma reunião informal de ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse que, "em última instância, tem que haver uma reconciliação" no Afeganistão com um compromisso "político".

No entanto, destacou que qualquer acordo político nesse país deve ser feito "a partir de uma posição de força" e com duas condições: "Que não se fale com a Al Qaeda e que os rebeldes se submetam à autoridade soberana do Governo do Afeganistão".

A reconciliação tem que ser "nos termos do Governo afegão", insistiu Gates.

Nas últimas semanas, foram divulgadas informações sobre conversas secretas entre o Governo afegão e os talibãs na Arábia Saudita sob a mediação deste último país.

O chefe do Pentágono respondeu a algumas declarações recentes, como as do chefe de Estado-Maior na França, Jean-Louis Georgelin, ou do chefe das tropas britânicas desdobradas no Afeganistão, general Mark Carleton-Smith, sobre que não é possível conseguir uma vitória militar no Afeganistão.

Segundo Gates, isso não significa que a Otan vá "ser derrotada, mas tem que haver um final político" ao conflito afegão, com uma reconciliação "como no Iraque".

O chefe do Pentágono insistiu neste paralelismo e deu como exemplo a província de Al-Anbar, no Iraque, que foi uma das mais conflituosas após a guerra de 2003, mas onde a violência diminuiu muito após um acordo entre Estados Unidos e uma milícia sunita.

Neste sentido, Gates reconheceu que o acordo com as milícias de Al-Anbar envolveu "pessoas das quais temos certeza que atiravam em nós e matavam nossos soldados". EFE rcf/db

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