O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs na segunda-feira outros dois anos de investimento pesado no Iraque e no Afeganistão, buscando a aprovação do Congresso para cerca de US$ 160 bilhões este ano e novamente em 2011 para arcar com os custos de guerra.


Os gastos bélicos propostos por Obama são apenas ligeiramente menores do que cada um dos últimos dois anos da administração do presidente George Bush, e representam um risco político considerável para o presidente democrata, que assumiu o poder em 2009.

Durante a campanha para a Casa Branca, Obama defendeu acabar com a guerra no Iraque. O Partido Democrata, que possui a maioria em ambas as casas do Congresso, tem um grande contingente contrário às guerras que se mostra desconfiado em gastar mais dinheiro no campo de batalha.

As tropas norte-americanas devem deixar o Iraque até o fim de 2011, mas Obama quer intensificar a presença dos EUA no Afeganistão este ano para reforçar a luta contra a Al Qaeda e o Taleban. Ele espera, entretanto, ser capaz de começar a trazer de volta os soldados norte-americanos do Afeganistão em meados de 2011.

Em dezembro, Obama anunciou que estava enviando outros 30 mil soldados norte-americanos à guerra afegã para se unirem aos 68 mil que já lutam contra o Taliban.

A fim de pagar por isso, Obama pediu na segunda-feira por US$ 33 bilhões adicionais no ano fiscal corrente de 2010, além dos cerca de US$ 130 bilhões já aprovados pelo Congresso para as guerras do Afeganistão e do Iraque até 30 de setembro de 2010.

O orçamento proposto por ele também incluirá uma solicitação para US$ 159,3 bilhões para as guerras no Afeganistão e no Iraque para o ano fiscal de 2011, que começa em 1 o de outubro.

O auge do financiamento bélico em anos recentes ocorreu no ano fiscal de 2008, último ano de Bush no poder, quando os gastos com operações de guerra chegaram a US$ 185 bilhões de acordo com o Serviço de Pesquisas do Congresso.

A quantia foi pouco maior do que os gastos do ano fiscal de 2007, que consistiram em US$ 171 bilhões.

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