Por Andrea Shalal-Esa WASHINGTON (Reuters) - A chefe do setor orçamentário do Pentágono afirmou na terça-feira que prevê ser menor do que os 170 bilhões de dólares, citados pelo secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, o gasto total do país com as guerras no Iraque e no Afeganistão durante o ano fiscal de 2009.

'Acho que os gastos serão menores', disse à Reuters Tina Jonas, após participar de um seminário organizado pelo Jane's Information Group.

Jonas afirmou que se reuniria com Gates ainda na terça-feira para discutir a possibilidade de fornecer aos congressistas norte-americanos uma estimativa total sobre os gastos referentes aos conflitos armados. O secretário citou a cifra de 170 bilhões de dólares recentemente, quando se viu pressionado por membros do Congresso.

O atual governo dos EUA, comandado pelo presidente George W. Bush, pediu esse montante em fundos de guerra para o ano fiscal que começa no dia 1o de outubro, mas afirmou que precisará de mais dinheiro ainda.

A Casa Branca avisou que o Congresso precisa aprovar verbas adicionais para a guerra até o final de maio sob pena de o Departamento de Defesa começar a demitir pessoal.

Segundo Jonas, o gasto total do país com a área de defesa, incluindo as despesas ordinárias e as verbas de guerra, somava cerca de 4,7 por cento do Produto Interno Produto (PIB) dos EUA. Mas argumentou que essa porcentagem era menor do que a verificada durante outros conflitos de grandes dimensões.

Ela reconheceu que os gastos com a área de defesa aumentaram 71 por cento nos últimos anos, mas ressaltou que tal elevação seria de apenas 34 por cento em termos reais. Os custos operacionais cada vez mais altos continuavam a ser um motivo de grande preocupação em vista da quase triplicação do preço dos combustíveis e o aumento dos gastos com a área da saúde, afirmou.

Jonas avisou que as pressões sobre os gastos aumentavam em virtude da ampliação de programas de assistência social nos EUA, como a assistência médica para os pobres e os idosos. E disse que o próximo governo do país poderia deparar-se com um 'desastre' na área.

O conjunto dos gastos referentes aos grandes projetos do setor de defesa aumentou 900 bilhões de dólares (para um total de 1,7 trilhão de dólares) desde o ano fiscal de 2001, mas a elevação dos custos operacionais respondia por 44 por cento desse montante, disse Jonas.

'Isso é incrível. Precisamos administrar melhor nossos custos', afirmou, observando que esse seria um dos grandes desafios do próximo governo norte-americano.

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