García sofre derrota com revogação de leis sobre terras indígenas

Lima, 22 ago (EFE) - O presidente do Peru, Alan García, sofreu hoje uma derrota política, depois que o Congresso revogou duas leis que facilitavam a venda de terras da Amazônia e cuja vigência tinha sido defendida fervorosamente pelo governante. Embora os membros do governista Partido Aprista Peruano (PAP) tenham tentado negar que a decisão significasse um duro golpe para o Executivo, a revogação foi apoiada inclusive por membros do fujimorismo, considerados aliados do Governo. Dias atrás, García tinha afirmado que a anulação das leis seria um gravíssimo erro histórico, mas os legisladores decidiram hoje revogá-las com 66 votos a favor, 29 contra e nenhuma abstenção, depois de um intenso debate de quatro horas. O dia não foi bom para o presidente, que conta com 25% de aprovação e hoje foi vaiado por um grupo de grevistas na cidade de Chiclayo (norte), que inclusive atiraram pedras e sapatos quando García passava. O presidente peruano defendeu em Chiclayo a necessidade de impulsionar o investimento privado que tenha um destino popular e que gere desenvolvimento e emprego. Alguns confundem e acreditam que, para ser presidente dos pobres, é preciso insultar os investidores, acham que para ser presidente dos mais humildes é preciso espantar os ricos e tirá-los do Peru, afirmou o chefe de Estado. O reverso da medalha foram as centenas de indígenas que comemoraram a decisão do Congresso, qualificada como um novo amanhecer para todos os povos do ...

EFE |

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