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García quer ampliar tratado comercial com Brasil

São Paulo, 18 set (EFE).- O chefe de Estado peruano, Alan García, disse hoje que proporá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ampliação do tratado comercial assinado entre os dois países em 2004, além do encurtamento dos prazos estabelecidos neste acordo.

EFE |

"Vou propor ao presidente Lula encurtar o prazo de dedução tarifária, que é de 15 anos, até 2019", disse García em São Paulo, durante a abertura do Encontro Empresarial de Investimentos, Comércio, Turismo e Cultura do Peru.

García, que deve se reunir hoje com Lula, afirmou que em sua proposta, "além de reduzir esse prazo, está a incorporação de outros setores, como o de serviços, investimentos e operações financeiras".

"Queremos um acordo bilateral reforçado", acrescentou García na abertura do fórum, no qual participam hoje e amanhã cerca de 300 empresários dos dois países.

Posteriormente, o presidente peruano disse em coletiva de imprensa que tratará de diversos assuntos com Lula, embora o principal motivo de sua visita a São Paulo seja "fortalecer a relação econômica e política com um acordo bilateral que complemente o existente".

"O diálogo com o presidente Lula não vai se limitar ao aspecto econômico e comercial, pois falaremos também do conselho de Defesa sul-americano, que foi uma proposta do Brasil e o Peru foi o primeiro país que o apoiou", acrescentou.

Segundo García, o Peru "deve fugir um pouco da CAN (Comunidade Andina) e o Brasil um pouco do Mercosul (Mercado Comum do Sul).

Nosso objetivo com o Brasil é a integração com estabilização de consensos mínimos e, por isso, trago a mensagem peruana de modernidade, uma mensagem democrática e social".

"Este encontro é um divisor de águas, sem precedentes, pois é a maior missão empresarial peruana de toda a história no Brasil.

Queremos que o Brasil se transforme no maior investidor no nosso país", ressaltou.

García também se referiu à atual crise financeira internacional e disse que a melhor maneira de enfrentá-la é através de "uma integração continental com o modelo do século XXI, e não a velha integração do século XX, que estava atada a velhos modelos".

"A integração não se constrói só com papéis de acordos, mas com a alma dos povos e, por isso, sonhamos com mais alianças com o Brasil.

Eu me envergonho de ver números como os 50 mil turistas brasileiros por ano no Peru ou os US$ 3 bilhões de corrente comercial", quando esses números podem ser maiores, enfatizou o chefe de Estado.

García, que também tinha previsto inaugurar uma exposição sobre os tesouros peruanos antigos, encurtará sua visita a São Paulo e voltará para Lima, provavelmente depois do encontro com Lula, para assistir ao funeral da congressista Fabiola Salazar Leguía, que morreu nesta madrugada em um acidente de automóvel. EFE wgm/ab/rr

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