García pede retirada de minas antipessoais na fronteira com Equador

Quito, 25 out (EFE) - O presidente peruano, Alan García, que visita a cidade equatoriana de Machala, propôs hoje ao líder do Equador, Rafael Correa, acelerar a retirada de minas antipessoais na zona fronteiriça que, em 1995, foi o palco de uma guerra não declarada entre os dois países. A presença desses explosivos na divisa põe um obstáculo terrível ao tráfego de pessoas, apesar de ambos os países, com a ajuda de outras nações, terem retirado uma grande quantidade de minas escondidas durante a guerra, afirmou García. O fato de que ainda haja minas na zona do conflito é desumano e primitivo. Por isso, devemos iniciar, de maneira contundente, a retirada de minas, ressaltou García.

EFE |

"Declarar uma fronteira livre de ameaças, é o melhor presente que podemos dar à humanidade", acrescentou.

Para conseguir esse objetivo, é preciso criar um fideicomisso bilateral, com recursos de ambos os países, acrescentou García, em discurso pronunciado em Machala, onde os líderes presidem uma reunião de seus gabinetes de ministros.

Na ocasião, Correa destacou o fato de ambos os países, agora, "agirem como um só país".

"Vejam como mudam as coisas, há dez anos Equador e Peru eram inimigos, agora agimos como um só país", disse Correa no programa semanal de rádio e televisão, que foi gravado na sexta-feira precisamente por causa da reunião com García.

A presença de García e Correa em Machala também tem o propósito de comemorar o décimo aniversário da assinatura de um acordo de paz e limites entre os dois países.

"Hoje estamos presentes, trazendo nossa sincera amizade e reconhecimento, sabendo que não somos indiferentes uns aos outros, e que nada do que ocorre ao Equador será indiferente para o Peru", ressaltou García. EFE fa/db

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