García pede compromisso contra pobreza na Cúpula América Latina-UE

Lima, 16 mai (EFE) - O presidente do Peru, Alan García, anfitrião da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, em inglês), pediu hoje aos líderes reunidos em Lima que acordem metas concretas para reduzir a crise de fome e a pobreza.

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Ele também sugeriu aumentar em 2% a produção agrícola para aliviar a crise de alimentos mundial.

Durante o discurso de abertura da Cúpula, García ressaltou a necessidade de incidir nas coincidências entre ambos os blocos continentais e deixar de lado as diferenças, e defendeu a democracia e a liberdade como o caminho a ser seguido na América Latina.

"Achamos que é através da democracia e da liberdade como devemos desempenhar nosso caminho", afirmou García, que destacou que os povos esperam "soluções, reivindicações e metas" da reunião de Lima, e não meras "declarações ou reuniões rituais".

"Estou convencido de que teremos maturidade para adotar um programa concreto", afirmou o presidente peruano, que pediu a seus colegas para não deixar a decisão de adotar compromissos concretos nas mãos de assessores ou chanceleres.

"Precisamos, e é meu pedido como anfitrião, colocar metas concretas nos papéis que hoje vamos assinar, não deixemos em mãos de assessores, nem sequer de chanceleres, o trabalho fundamental de pôr metas políticas, que são compromissos com o futuro, e nos coloquemos a trabalho para que esses compromissos possam ser cumpridos", disse.

"É inevitável saber que a curto prazo centenas de milhões de seres humanos estão ameaçados pela fome no meio da abundância e o salto tecnológico mais extraordinário que deu a humanidade", apontou.

"Que não caia sobre nós a vergonha de não ter feito nada concreto e certo para evitar este inferno que caiu sobre centenas de milhões de seres humanos", afirmou.

Para García, as medidas para atenuar o problema não acarretam "muitos estudos" nem "muitas despesas", e basta adotar medidas concretas, como aumentar em 2% a produção de alimentos.

"Que esforço é pedir a nossos ministérios que tenham essa meta humilde", questionou García, que apontou também a possibilidade de taxar o consumo de petróleo e gás liquefeito para conseguir fundos destinados a melhorar o meio ambiente e reflorestar a Amazônia.

"Com alguns centavos por barril de gás liquefeito e petróleo, teríamos US$ 20 bilhões anuais que nos permitiriam reflorestar 10 milhões de hectares por ano", apontou.

Por sua parte, o presidente da Eslovênia e do Conselho Europeu, Janez Jansa, confiou em que a União Européia (UE) esteja "à altura das expectativas" durante a Cúpula e destacou a importância da integração entre países como fórmula para o desenvolvimento das sociedades.

"Todas as alianças vão se forjando, não se deve dar nenhuma por pronta, e nós não somos uma exceção" disse o presidente esloveno, que confiou em que a reunião sirva para a expansão da sociedade de oportunidades, os direitos sociais, o desenvolvimento sustentável e a luta contra a mudança climática. EFE mar/db

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