Garcia: Morte de Bin Laden não resolve questão do terrorismo

Assessor especial da Presidência afirma que revoltas populares no mundo árabe colaboram com o combate ao terror

iG São Paulo |

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta-feira que a morte de Osama Bin Laden não encerra a ameaça do terror. “Se acham que o problema do terrorismo está resolvido, estão muito enganados”, afirmou o assessor antes do almoço oferecido ao presidente da Alemanha, Christian Wulff, no Itamaraty.

Para Garcia, apenas a “repressão” não soluciona a questão do terror e seus efeitos. “O problema do terrorismo evidentemente não se resolve [apenas] com repressão, mas, sobretudo, atacando as causas fundamentais do terrorismo”, destacou ele.

Em seguida, o assessor especial ressaltou que o momento por que passam vários países do Oriente Médio e do Norte da África (como a Líbia, o Egito, a Tunísia e a Síria, entre outros) – com manifestações populares contra governos autoritários – colabora para o combate ao terrorismo.

“Por sorte o [ministro das Relações Exteriores] Antonio Patriota levantou uma questão interessante: nós temos uma efervescência democrática na região muito grande, que coloca uma via distinta daquela que habitualmente nós tínhamos”, disse o assessor especial. “(A via anterior era) de um lado a submissão às grandes potências do Ocidente, que muitos governos tinham e alguns ainda têm, e, do outro lado, essa rejeição ao fundamentalismo que se expressava, entre outras coisas, nas iniciativas terroristas", afirmou. "Acho que temos um caminho democrático, se nós resolvermos uma série de problemas da região, que é a questão da Palestina”.

Com Agência Brasil

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