Lima, 15 mai (EFE).- O presidente do Peru, Alan García, abriu hoje a 2ª Cúpula Empresarial América Latina-Caribe-União Européia (LAC-EU, na sigla em inglês) com um pedido a todos os países da América Latina para que a abracem a liberdade política e convoquem eleições livres.

"Os países com atraso político e econômico só têm uma solução: eleições livres, libertação dos presos políticos e imprensa verdadeiramente livre", disse García perante um auditório formado por importantes dirigentes empresariais de ambas as regiões.

"Todos compartilhamos a vontade democrática de afirmar a liberdade. Sem liberdade política não existe a econômica e, vice-versa, sem a liberdade econômica não existe verdadeira liberdade".

"Nenhum povo da América Latina deve permanecer no passado", destacou o líder anfitrião da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (LAC-EU), que será realizada nesta sexta-feira na capital peruana.

"Noventa e nove por cento dos milhões de pessoas que estamos representando vive em liberdade democrática", declarou o chefe peruano, acrescentando que "a única maneira de se desenvolver qualquer povo, que ainda não tenha entrado na liberdade de mercado, é eleições democráticas, liberdade de imprensa e liberdade para os presos políticos".

Sem identificá-los em nenhum momento, as críticas de García eram indiretamente dirigidas contra os Governos que na América Latina praticam um "populismo" de esquerda.

Alan García, que se definiu como um "homem de esquerda" e brincou sobre seu próprio passado como governante - quando, segundo ele, realizou políticas econômicas equivocadas baseadas na "fabricação de bilhetes (dinheiro)" -, disse ter se transformado agora em um "agitador do investimento empresarial".

A fórmula que, segundo ele, deveria imperar na América Latina para que a região desfrute de um crescimento sustentado que permita reduzir a pobreza consiste em: "liberdade, investimento, democracia e paz com os vizinhos".

O líder criticou especialmente os que tentam exportar modelos econômicos fracassados e provocam incidentes e instabilidade.

"É preciso colocar na geladeira a capacidade verbal, porque não importa quem vai ganhar as discussões, mas quem conseguirá crescer mais em três ou quatro anos". EFE jms-met/fb

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