Ganho de peso melhora acompanhamento de tratamento dos portadores do HIV

O ganho de peso é um critério que pode melhorar o acompanhamento de pessoas tratadas com antiretrovirais nos países pobres, segundo um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Pasteur em colaboração com a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

AFP |

O acesso aos testes de laboratório é limitado em vários países, e o acompanhamento dos pacientes - cada vez mais numerosos - que tomam antiretrovirais é complicado. Este acompanhamento é indispensável para medir a eficácia dos medicamentos. Por isso, é muito importante identificar ferramentas simples para medir a progressão da doença.

Yoann Madec, do Instituto Pasteur de Paris, conduziu um estudo em várias centenas de pacientes adultos para definir se o ganho de peso podia ser utilizado como ferramenta de acompanhamento.

Assim, 2.541 cambojanos e 2.618 quenianos foram acompanhados, em média, durante dois anos e meio.

O estudo mostrou que no caso dos pacientes que iniciaram um tratamento antiretroviral e que sofrem de desnutrição (ou seja, quase 50% dos portadores do vírus HIV), o ganho de peso é "fortemente ligado" à sobrevivência".

Três meses após o início do tratamento, os pacientes que registraram um ganho de peso inferior ou igual a 5% ficaram com seis vezes mais chances de morrer nos três meses seguintes do que os que tiveram um ganho de peso superior a 10%.

De acordo com os pesquisadores, um ganho de peso insuficiente pode significar a presença de uma doença oportunista, como a tuberculose, ou um tratamento observado de forma errônea.

Na espera de um acesso mais amplo aos testes de laboratório, "ferramentas de acompanhamento simples como o ganho de peso podem constituir uma ajuda preciosa, e não devem ser ignorados", destacaram os autores do estudo, publicado nesta sexta-feira na revista Aids.

vm/yw

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