Gambari não consegue se reunir com líder birmanesa Aung San Suu Kyi

Bangcoc, 21 ago (EFE).- Após o cancelamento da reunião da última quarta-feira, o enviado especial da ONU para Mianmar (antiga Birmânia), Ibrahim Gambari, também não conseguiu se reunir hoje com a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, a quem a Junta Militar mantém sob prisão domiciliar desde 2003.

EFE |

Suu Kyi, Nobel da Paz em 1991, cancelou nesta quarta a reunião que tinha com Gambari, pois, segundo a revista "The Irrawaddy", não acreditava que esta pudesse proporcionar algum resultado.

Gambari se reuniu com membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido de Suu Kyi, mas só durante 20 minutos, disse à rádio "Mizzima" o porta-voz da formação, Nyan Win.

"É decepcionante. Queremos que se apliquem as resoluções da ONU.

Queremos que arranque a reconciliação nacional", manifestou Nyan Win à rádio.

"Estamos decepcionados por ver que (Gambari) se desvia de sua missão principal, que é conseguir a reconciliação nacional", acrescentou o político opositor.

O enviado especial das Nações Unidas voltou a se reunir hoje com o general Aung Kyi, ministro do Trabalho, mas as autoridades birmanesas não informaram o conteúdo das conversas.

A visita de Gambari, que em sua viagem anterior, em março, não alcançou nenhum de seus objetivos declarados, será concluída amanhã.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que visitou Mianmar em maio, deve voltar ao país asiático em dezembro, anunciou nesta quarta Gambari a seus interlocutores da LND.

Durante a estadia em Mianmar, o sul-coreano Ban eliminou de suas conversas com os generais as questões políticas e os direitos humanos e se centrou na ajuda humanitária de que necessitam 2,4 milhões de pessoas prejudicadas pelo ciclone "Nargis", que cruzou o país entre 2 e 3 de maio. EFE grc/fh/gs

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