Gafe assombra Brown antes de último debate

Premiê precisa se sair bem para compensar má repercussão de ter sido flagrado chamando eleitora idosa de "intolerante"

Reuters |

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Brown durante entrevista em que pediu desculpas por gafe com eleitora
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, precisará de um desempenho excepcional no terceiro e último debate eleitoral britânico, nesta quinta-feira, para compensar a má repercussão de ter sido flagrado chamando uma eleitora de "intolerante" .

Brown tem dito que o seu Partido Trabalhista trava "a luta das nossas vidas" para continuar no poder após 13 anos, e o incidente de quarta-feira certamente não ajudou. Segundo as pesquisas, a liderança é da oposição conservadora, enquanto os trabalhistas disputam a segunda colocação com o azarão Partido Liberal Democrata. Por causa do sistema distrital, no entanto, o resultado da eleição de 6 de maio continua imprevisível.

Na quarta-feira, sem se dar conta de que ainda tinha um microfone na lapela do seu paletó, Brown se queixou com assessores, dentro de um carro, da abordagem de uma eleitora sexagenária num evento de campanha no norte da Inglaterra.  Ele depois pediu desculpas pessoalmente à eleitora Gillian Duffy, o que não alivia a pressão sobre ele no debate, que começa às 19h30 (16h30 em Brasília).

Debates entre candidatos a primeiro-ministro são uma novidade na política britânica neste ano. Depois de falarem sobre temas domésticos e externos, os candidatos agora debaterão a economia - tema mais importante desta campanha.

Mas é a gafe de Brown que domina as manchetes na quinta-feira. "Dia de desastre", decretou o direitista "Daily Telegraph". O esquerdista "Guardian" notou que Brown se mostrou arrependido, mas que o incidente é um "torpedo para a campanha".

nullUm ministro trabalhista disse que Brown "fará todo o possível" para se recuperar no debate. "Ninguém pode sugerir que isso não causou dano. Acho que é preciso ver como Gordon responde", disse o secretário do Interior, Alan Johnson, à rádio BBC.

No primeiro debate, o grande vencedor foi o liberal democrata Nick Clegg, que segundo as pesquisas terá votos suficientes para impedir que qualquer um dos dois grandes partidos britânicos forme uma maioria absoluta, o que não ocorre desde 1974.

Os conservadores, sob a liderança do carismático David Cameron, dizem que esse impasse no Parlamento iria perturbar os mercados e prejudicar a economia, já que os partidos estariam mais interessados em discutirem cargos do que em combaterem o preocupante déficit público.

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