Gabinete israelense condiciona trégua à libertação de soldado

Jerusalém, 18 fev (EFE).- O Gabinete de Segurança Nacional israelense decidiu hoje vincular qualquer acordo de trégua com o Hamas à libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por milicianos palestinos em 2006, informou a rádio pública israelense.

EFE |

Os ministros do gabinete, assessorados por responsáveis dos órgãos de segurança, resolveram que Israel não abrirá as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza - principal exigência do Hamas para um cessar-fogo - até que o soldado seja libertado.

Israel e Hamas negociam, com o Egito como mediador, a possibilidade de uma trégua duradoura na Faixa de Gaza, que o movimento islâmico tenta desvincular de uma eventual troca de prisioneiros.

O gabinete israelense concluiu hoje a reunião que mantinha desde cedo, e, segundo revelou o ministro do Interior, Meir Sheetrit, revelou à imprensa após o encontro, "será inconcebível" aceitar a proposta egípcia de cessar-fogo que pede a reabertura dos cruzamentos de Gaza sem a libertação de Shalit.

O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, e outras duas facções palestinas capturaram o soldado em junho de 2006, após atacar uma base militar em território israelense situada nas imediações da Faixa de Gaza.

Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou, antes de concluir a reunião, que dela sairia uma decisão com as condições para uma trégua duradoura na Faixa de Gaza, onde Israel lançou uma ofensiva militar de 22 dias que causou 1,4 mil mortes.

O chefe do Governo israelense reiterou na terça-feira que qualquer acordo de trégua deve estar indissoluvelmente relacionado à libertação do soldado e assim foi transmitido ao presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Para isso, Israel estaria disposto a libertar, em uma eventual troca com o Hamas, até mil presos palestinos, entre eles cérebros de sangrentos atentados com vítimas fatais, informa a imprensa local.

O líder do escritório político do Hamas no exílio em Damasco, Khaled Mashaal, acusou Israel de fixar novas condições no último momento para sabotar os esforços egípcios diante de um fim das hostilidades.

"Não pode haver trégua, a não ser que o bloqueio (a Gaza) seja suspenso e os cruzamentos reabertos. A questão da trégua não deve estar ligada à libertação de Shalit", disse Mashaal à imprensa, depois de se reunir com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa. EFE db/an

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