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Gabinete de veteranos de guerra dos EUA é acusado de omitir suicídios

Membros do Congresso americano acusaram o Gabinete dos Veteranos de Guerra, nesta terça-feira, de omitir informações sobre o significativo índice de suicídios que afeta os soldados que voltam do Iraque e do Afeganistão.

AFP |

A audiência no Congresso foi programada algumas semanas depois que se tornaram públicas, em um documentário de televisão, mensagens internas sobre o tema da administração de ex-combatentes.

Em uma dessas mensagens, datada de fevereiro, o doutor Ira Katz, diretor-adjunto dos Serviços de Cuidados Mentais, escreveu: "nossos serviços de prevenção identificaram cerca de 1.000 tentativas de suicídio por mês entre os veteranos que recebíamos... Devemos divulgar isso, publicamente, de uma maneira, ou de outra, antes que alguém caia em cima da gente?".

Esse número de 1.000 tentativas de suicídio contrasta fortemente com o número de 144 suicídios entre os veteranos de guerra, em um período que, segundo o Exército, vai "desde o início da guerra (2003) até o final de 2005", como havia afirmado o próprio Katz em uma primeira audiência no Congresso, em dezembro passado.

"O sistema de apoio da administração de ex-combatentes chegou ao limite de sua capacidade para tratar da saúde mental dos nossos soldados", declarou, na audiência de hoje, Bob Filner, presidente da Comissão dos Ex-Combatentes, na Câmara de Representantes sobre essas numerosas tentativas de suicídio.

"Essas mensagens (...) parecem indicar que tentavam manipular os números, mais do que divulgá-los", disse Filner à AFP.

kdz/tt

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